Eu olho para meu espelho ondulado, naquela faixa areia-mar e me deslumbro. Posso ser antes de mais nada aquilo que me existe por dentro. Não sou de ninguém e nem parecido. Nem se tento me comparar ou mensurar a minha importância pra alguém, tudo será falho. Não sou meu RG ou qualquer outro documento que prove a minha existência. Você sou aquela que se
Que quando você piscar, tudo se refaça e saia do lugar... e ainda assim, tudo estará debaixo do mesmo luar.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Eu olho para meu espelho ondulado, naquela faixa areia-mar e me deslumbro. Posso ser antes de mais nada aquilo que me existe por dentro. Não sou de ninguém e nem parecido. Nem se tento me comparar ou mensurar a minha importância pra alguém, tudo será falho. Não sou meu RG ou qualquer outro documento que prove a minha existência. Você sou aquela que se
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
É segredo.
Ela vinha com a promessa de desafiar a pacífica lógica da razão e desabrochar como um delicado botão de rosa. Mas e quando a tal flor trazia consigo espinhos que despertavam a inquietação do manso coração e provocava-lhe taquicardias que não poderiam ser externadas?
Talvez sejam seus acúleos que afastem a utopia do amadurecimento dessa paixão ao tão distante amor. Talvez seja essa distância quem o convença a se contentar apenas com o brilho da lua que não esconde os devaneios e quem sabe um dia ele aprenda com ela a se deixar levar por essa maresia nauseante do romance. Enquanto isso ele vai se escondendo por detrás da imensidão da sua inquietação, fingindo passar por despercebido por entre as pistas deixadas pela amada. Um instante detalhado e tudo que se julgava efetivado pode ser mudado.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Meu anjo meu
Caso, por algum desses dias, um anjo diferente esbarrar em você, deixe. Só estará na missão de conhecer o seu amor e trazê-lo até o meu.
Afinal, cada anjo é cupido de alguém. Se ele lançar um dardo mirando em mim, certamente acertará em ti também.
Assim, dançarei no seu infinito. Mesmo que ele tenha fim algum dia, nosso anjo não irá se entristecer. Saberá que amamos e então sorrirá. Saberá que nos emocionamos e então viverá, bem mais do que dá.
Nosso anjo nos acompanhará e mesmo se resolvermos ir na contramão do amor, ele nos pegará pelos versos e nos alinhará no pequeno universo de nós, guiará à sua voz.
Doce será esse momento e quero, repito, suplico que seja doce. Mesmo que vagamente eu saiba o que me seria algo tão agradável, só respondo que preciso dessa vida adocicada, preciso ser amada.
Depois pode deduzir a nossa história. Me deseje um conto de fadas, algo com uma lição de moral romântica, algo maravilhoso e algum anjo para desenhar alguma nuvem de algodão na imensidão do céu e escrever nosso romance, algum anjo que dance conosco.
Algum anjo que nos parta em duas metades: uma que voe alto, outra que mergulhe fundo, que alcance o mundo.
Para o fim, andaremos aos trancos, procurando as provas do nosso anjo comum. Vasculharemos nosso baú de sonhos atrás do cupido que indicou o início da nossa viagem rumo ao olhar mútuo, àquele mar enluarado que engoliu nossos dramas e nos purificou dos devaneios, que abriu caminho às ondas dos seus versos sobre as estrelas do mar-céu.
E assim, enquanto houver sol, nosso anjo nos cobrirá com o manto que te condiz, e lhe direi que para sempre eu fui feliz.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Bem-vinda, loucura nova
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Assopro
O calor sopra...
E com ele o cheiro bronzeado. Era deslumbrante o seu caminhar rumo ao pôr-do-sol. Seu afago era aconchegante como a mais fina areia daquela praia. Queria que me considerasse o brilho que seus olhos jamais tiveram, mais reluzente que o do sol.
As folhas sopram...
E com elas a brisa que nos acalentava. Tinha o domínio completo das minhas emoções, salpicava-me de conselhos e brincava de contente como o vento que adorava desarrumar o organizado. Queria que ele me compusesse como a melodia que faltava pra sua música.
O frio sopra...
E com ele a sensação do meu coração em estátua. Resolveu olhar ao lado e notar alguém mais gélida que lhe atraia. Levou consigo o calor do amor, ao passo em que desejava ainda que me notasse como materialização da sua poesia.
As flores sopram...
E com elas a certeza de algo novo. O desabrochar das pétalas me causaram a impressão de renascer junto delas e exalar um perfume insistente e agradável. Nada era pra sempre, apenas a verdade do início repetido. Mesmo assim queria que me guardasse no pólen nostálgico do seu coração.
Um dia descobri que é preciso dar um sentido humano ao objetivo da vida. E que quando isso não der certo, acabou de abrir uma nova oportunidade de recomeçar.
A vida sopra...
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Me deixo
Me deixo com a leveza de uma brisa que não diz a ninguém aonde vai, mas tem traçado o seu caminho a um lugar incerto; com a minha solidão. Que ela me faça companhia só enquanto eu precisar. E que ela exista só por uma fraçao de piscar. Me deixo com a coragem de me enfrentar, com o tempo que me resta para transformá-lo em vida, com as minhas quatro estações que, juntas, me compoem a esmo. Me deixo sem precisões, sem definições. Que o céu me transcenda até além do local aonde eu pise e sinta que ainda tem chão e que seu encanto me empurre e que eu vá alto, e que eu cresça. Me deixo com a firmeza do vôo: que saia de mim aquilo de você enquanto eu estiver pelas nuvens. Quero brincar com seu sorriso, mas não quero ele em mim. Quero enxergar o que me resta, mas não com os seus olhos. E que você me faça feliz mesmo de longe. Vou aplaudi-lo enquanto estiver sendo a estrela de seu próprio palco. Nessa hora vou estar me deixando por aí e me livrando dessa agonia em não te ter por perto. Melhor assim. Como os grãos de areia que não se dissolvem no mar, mas precisam dele para a sua beleza, quero morar em você mas me refazer no amor. Me deixo sem deixar de você. Me deixo com os pensamentos alheio. Me deixo por sua conta: já sabe como me deixar vulnerável mesmo. Me deixe com saudades, me deixe de verdade. Me deixo com a certeza de que nunca vou te deixar. Me deixo com um paradoxo anormal da minha inconstância.E vou me deixando ao caminhar sem lhe ter ao lado. E te deixo sem me queixar.
E me deixo sem saber amar.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Ilegal
Guie meus versos, dê rumo às poesias.
Chegue a hora que quiser, vai ser tratado bem, mesmo que te considerem vil.
Nasça, brote.
Sempre terá espaço para uma raíz sua mesmo que escondidinha. Crescerá, será forte e dotado de magnitude. Brincarão com você e não te largarão nunca.
Não peça licença, por favor.
Um dia irão te culpar por toda a dor que estarão sofrendo, mas saiba que você não é o causador disso. E sim o remédio.
Sei que é educado, chega de mansinho.
E quando se percebe, já nos inundou até o nível em que não se dá pé. Só que é sábio: nos ensina a nadar.
Rompa barreiras, vá, quebre paradigmas.
Tem o poder de entrelaçar sentimentos, aproximar pessoas, fazer dois virarem um só. Preenche a concha vazia da solidão, anestesia dores.
Sim, manipule quem quiser.
Provoque sedes, simule beijos, hidrate a alma. Nada do que fará será supérfluo.Faça alguns corações pararem de bater por alguns segundos ou os faça pulsar descontroladamente. Faça os cheiros dos amados serem percebidos a quilômetros.
Se faça acontecer... Morra de amor, Amor.